O blog de um forasteiro
Acabou. Não sei bem o que escrever neste último post, o que demonstra, explicitamente, que já não há mais como continuar com isso. Depois de seis anos blogando pessoalidades, chegou a hora de parar. Já deu. Para escrever o que quero a partir de agora, este blog não serviria, porque há nele um passado todo especial de montanismos, de peculiaridades minhas ligadas a datas e eventos. Quero manter estes anos juntos neste blog, conectados pelos posts que escrevi aqui. Poderia, claro, iniciar a nova fase escrevendo aqui mesmo, assim todos (inclusive eu) poderiam ver o processo de transformação em andamento. Contudo, não quero. Se tenho certa preguiça para escrever este post, quanto mais continuar produzindo neste endereço. A hora do blog chegou e eu não o menosprezo. O período que vai de outubro de 2007 a julho de 2008 foi um dos mais produtivos e divertidos que vivi aqui. Por isso o blog vai permanecer na rede, para quem quiser ver. Não vou cometer o antigo pecado de assassinar blogs. Pelo menos este, não.
Já me perguntaram por que "vida mansa e aperreios alheios" e eu respondi, com o maior descaro, que era "uma longa história". Continua sendo uma longa história, mas posso falar de onde vem esse subtítulo, pelo menos. Vem do livro de Alessandro Barbero, que só eu, o autor e a tradutora lemos, chamado Boa Vida e Guerras Alheias do Fidalgo Mr. Pyle. Pondo de lado todo o teor político do livro, a inspiração vem do fato de ser um romance em forma de diário, escrito por um cavalheiro enquanto cumpre uma missão em terras desconhecidas. O diário de um forasteiro.
Enfim, fico por aqui, divirta-se lendo este rudimentar artefato de publicação online, você que me conhece ou que caiu aqui por algum link ou via Google. Estou no Twitter e escrevo no Digestivo Cultural, caso queira dar/receber notícias e ler mais coisas.
Boa sorte, boas leituras. Faça muito sexo e coma sempre salmão.
